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O
NOME DA CIDADE
O
Governador Francisco Alberto Rubim, que
pode ser considerado como fundador da
cidade, escreveu num ofício datado de
julho de 1819, ao referir-se à medição
de uma estrada que ele mandou abrir:
"...Principia próximo do Quartel da
Barca que fiz levantar na margem Sul do
Rio Itapemirim defronte a primeira
caxoeira seis léguas para o sertão da
vila que faço menção..." O mesmo Rubim,
em ofício endereçado ao Conde da Barca,
em junho de 1816, grafou conforme se
pode ler no original: "... O primeiro
caxoeiro dista dela (Vila do Itapemirim)
seis léguas..." Um outro governador da
Província, Machado de Oliveira, ao
transcrever esse documento, em 1856, na
Revista do Instituto Histórico,
modificou o texto e a grafia: "... O
primeiro cachoeiro deste rio dista da
vila seis léguas..." José Fernandes da
Costa Pereira Júnior, a cujo encargo
também esteve confiado o governo
capixaba, oficiava, em 1863, Ao
Assembléia Legislativa Provincial:
"Ponte sobre as Caxoeiras de Itapemirim:
orçada em dois contos de réis". Num
livro de notas, pertencente a um
cartório campista, estava registrada, em
1736, referência a um pioneiro na
fundação da Aldeia de São Fidelis, no
Paraíba, lendo-se: "... chegando por bem
duas vezes a acudir com quase toda a
família humanas três léguas ou mais
desta Aldeya para cima por Cachoeiros
quase inavegáveis". Quando na Freguesia
de São Pedro do Cachoeiro, se editou o
seu primeiro jornal: "O Itabira", isto
é, em 1866, ainda não estava firmada a
grafia do nome do lugar. No corpo de
redatores do jornal, destacava-se a
colaboração de Basílio Daemon, autor de
uma História Cronológica da Província e
em cujas páginas foi grafado Cachoeiro
acertadamente, com ch e no masculino.
Quatro anos antes, o Padre Antunes de
Sequeira, no seu poemeto descritivo da
Província, fazia uso da grafia
antiquada, do tempo do Governador Rubim.
Em 1885 se escrevia o nome certo e por
extenso. Alfredo Mário Pinto, nos
"Apontamentos para o Dicionário
Geográfico do Brasil", registrou: "...
Da Câmara Municipal dessa cidades
recebemos, em 1884, a seguinte
informação: A sede do município é a
cidade do Cachoeiro de Itapemirim, que
tem recente data, pois que a primeira
casa construída foi no ano de 1846".
A
HISTÓRIA DE CACHOEIRO
DE ITAPEMIRIM
Nossa
história tem início no ano de 1812,
quando o donatário da capitania do
Estado, Francisco Alberto Rubim, teve a
tarefa de desenvolver o povoamento em
nosso Estado. A região era dominada
pelos temidos índios Puris que, porém,
não chegaram a ser obstáculo aos
primeiros desbravadores, atraídos pelo
ouro nas minas descobertas nas regiões
compreendidas por Castelo. A primeira
incursão exploradora organizada ocorreu
entre 1820 e 1825, época em que foi
concedida ao Tenente Luiz José Moreira
meia légua de terras. Na mesma época
foram constituídos postos de
policiamento, denominados quartéis de
pedestres, para proporcionar garantia
aos habitantes que haviam se instalado
no lugar, próximo do obstáculo rural do
encachoeiramento do rio, ponto de parada
dos raros tropeiros que desciam do
sertão e iam se acomodando nessas
paragens e plantando suas lavouras. O
Governador Rubim fez construir à margem
sul do rio o Quartel da Barca, que foi
uma homenagem a Luiz Araújo - Conde da
Barca, Ministro dos Negócios
Estrangeiros e da Guerra de Dom João VI.
Com essa iniciativa os povoadores
tiveram proteção contra as incursões dos
índios Puris e Botocudos, que
hostilizavam aqueles que percorriam a
região à procura do ouro que os rios
prometiam, ou até mesmo os lavradores
que desejavam trabalhar a terra com
plantação de cana-de-açúcar. Por
determinação do Governador Rubim havia
um patrulhamento realizado por
pedestres, que descia do Cachoeiro até a
Vila de Itapemirim, prosseguindo até o
Quartel de Boa Vista, situado na
barreira do Siri, em frente a Ilha das
Andorinhas, regressando ao ponto de
partida, alternando em sentido contrário
com a patrulha do Quartel de Boa Vista.
A patrulha de pedestre era construída
por negros livres, comandada por um
Alferes (nome dado a antigo militar,
hoje equiparado a um 2º Tenente). Os
quartéis tiveram seus efetivos
aumentados, e foi nos seus arredores que
começou a formação dos primeiros núcleos
populacionais com pequenas plantações de
mandioca, bananeiras e cana-de-açúcar. A
pesca e a caça davam condições fartas
aos habitantes. Começava a lenta
penetração no território dos silvícolas
para o domínio dos desbravadores. Os
fazendeiros de Itapemirim começavam a
estender suas propriedades pelas margens
do rio, sendo que, onde hoje está
plantada nossa cidade foram fazendas
pertencentes, outrora, a alguns deles,
entre os quais citamos Joaquim Marcelino
da Silva Lima (Barão de Itapemirim),
figura principal do sul do Estado
naquela época, Manoel José Esteves de
Lima, um português que criou cidades e
povoações no sul do Estado.
O
PROGRESSO DE
CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM
Grandes
latifundiários dominavam a região de
Itapemirim. Da Vila, estendiam sua
soberania até Cachoeiro. Os Gomes
Bittencourt, que eram adversários
políticos de Silva Lima, subiram pela
margem esquerda até o atual bairro
Aquidaban, enquanto o Barão de
Itapemirim dominava toda margem direita,
até as terras do Bananal próximo a Duas
Barras. Durante a fase da cana-de-açúcar
Cachoeiro era um povoado perdido à
margem do Rio Itapemirim. O início da
transformação ocorreu na década de 50 do
século passado. De um lado do rio
existiam 20 fazendas de açúcar, em sua
maioria desenvolvidas a vapor. Essas
fazendas abasteciam de aguardente e
açúcar toda a província e exportava
ainda, em grande quantidade, para o Rio
de Janeiro. A arrecadação do sul do
Estado era basicamente café e um pouco
de cana, que já vivia sua fase de
decadência. A primeira casa construída
em Cachoeiro de Itapemirim foi de Manoel
de Jesus Lacerda no ano de 1846, logo
depois foram surgindo as primeiras casas
comerciais no centro da Vila próxima a
antiga matriz do Senhor dos Passos, sede
da freguesia de São Pedro de Cachoeiro
de Itapemirim. As casas se concentravam
na rua Moreira, marginal ao rio, ou
pelas suas transversais. Seu nome também
constava na lista de Joaquim Pires de
Amorim forneceu, dentre os cidadão que
se estabeleceram no lugar entre os anos
de 1840 a 1855. Os outros nomes
relacionados são os de Pedro Dias do
Prado, Inácio de Loiola e Silva (que
possuía fazenda da Conceição), José
Pires do Amorim (fazenda Boa Esperança),
Antônio Francisco Moreira (fazenda da
Gruta), Antônio Pinto da Cunha, José
Pinheiro de Souza Werneck (fazenda Santa
Tereza do Sumidouro), Bernadino Ferreira
Rios e Francisco de Souza Monteiro
(fazenda Monte Líbano). Curiosamente,
encabeçando a lista, aparece o nome do
suíço Jean Moulaz, que já se achava na
região desde 1837, segundo consta em
documento lavrado em 1841. Quanto a
Manoel de Jesus Lacerda, consta que era
proprietário da fazenda Cobiça. Fazenda
Bananal de Cima e Fruteira de Baixo (do
Barão de Itapemirim), a fazenda Valão
(de Severiano Monteiro de Souza), a
fazenda Aquidaban (de Ildefonso de
Silveira Viana), a fazenda Pau Brasil
(de Francisco Salles Ferreira), a
Fazenda Fruteira de Cima (de Aurélia
Souto Machado, casada com Manoel de
Araújo Souto Machado), a fazenda Safra
(da viúva Josefa Souto Belo,
administrada pelo irmão, Major Urbano
Rodrigues Souto). Pelos seus
empreendimentos e coragem esse primeiro
núcleo de povoadores foi bastante
elogiado junto à Corte pelo Presidente
da Província, Dr. Sebastião Machado
Nunes, quando de sua visita à região do
Itapemirim.
DESENVOLVIMENTO DO COMÉRCIO
DE CACHOEIRO DE
ITAPEMIRIM
O Dr.
Manoel Cipriano da Franca Horta
estabeleceu a primeira casa de comércio,
numa das dependências do Armazém do
Barão de Itapemirim, após abrir um
pequeno colégio que teve curta duração.
A partir da criação da freguesia de São
Pedro das Caxoeiras do Itapemirim, em 16
de julho de 1856, o lugarejo não parou
de crescer. O povoado contava com cerca
de três mil e quinhentas pessoas, das
quais aproximadamente duzentas e dez
pessoas eram escravas. O comércio foi
aos poucos se desenvolvendo, surgiram as
casas comerciais de Loiola & Silva,
Jorge & Irmão, Quintais & Viveiros,
Jerônimo Francisco, Bernardino Ferreira
Rios, Luiz Bernardino da Costa (que
tinha um serviço de pranchas para
transporte de mercadorias), Marques
Guardia & Cia., Pedro Teixeira Duarte,
Casa Mineira, Casa Samuel (do francês
Samuel Levy, que aqui chegou vendendo
jóias) e Manoel José de Araújo Machado.
A
PRIMEIRA PONTE DA CIDADE
DE CACHOEIRO DE
ITAPEMIRIM
Era
Presidente da Câmara o doutor Gil
Goulart. De acordo com o Presidente da
Província ficou resolvido que se
arranjasse com os capitalistas de
Cachoeiro dinheiro emprestado para
construir uma ponte sobre o Rio
Itapemirim. A construção foi entregue ao
tenente-coronel Ildefonso da Silveira
Viana, que a apresentou concluída no dia
10 de junho de 1887. Ela foi construída
pois a cidade tinha necessidade de uma
ponte que permitisse a ligação entre as
duas margens. Sua estrutura metálica foi
importada da Alemanha. O local mais
apropriado estava situado entre as casas
de negócios dos portugueses, Capitão
Luiz Bernardino da Costa e Manoel José
de Araújo Machado, quase em frente à via
de que dava acesso ao Largo de São João,
do lado sul, com acesso ao lado norte à
Chácara de Gil Goulart. A ponte tinha
cento e quatorze metros de comprimento,
três metros e meio de largura, dezesseis
de altura. Foram construídas ainda as
praças Gil Goulart, na extremidade norte
da ponte, e a Coronel Silveira, no lado
sul. As despesas com a construção da
ponte foram amortizadas com dinheiro
arrecadado de pedágio, possivelmente o
primeiro do Estado. Esse sistema vigorou
até 1920, quando a passagem foi liberada
ao povo gratuitamente. Com a era do
automóvel a ponte se tornou obsoleta,
obrigando a construção da ponte Fernando
Abreu, inaugurada em 3 de fevereiro de
1954, ao lado da antiga, que teve sua
estrutura metálica vendida como sucata
em 1965. O custo da ponte foi de Rs.
47:610$912, mas depois de concluída seu
valor chegou a mais de 60:000$000 reis.
NAVEGAÇÃO NO RIO ITAPEMIRIM
Nos
primórdios de Cachoeiro, isto é, em
1868, o seu vigário Manoel Leite Sampaio
Melo relatava ao presidente da Província
que o Rio Itapemirim, nas ocasiões das
secas, forçava os canoeiros a levarem
pás e enxadas para irem abrindo caminho
em valas, minuciando: " A razão é ser
ele todo cheio de voltas e bastante
entulhado de paus; tem meses que fazem
as viagens em quatro dias e outros em
oito e nove". A findar a Guerra do
Paraguai, o Capitão Henrique Deslandes,
paranaense de Paranaguá, que lutara como
voluntário, foi-se estabelecer no
Espírito Santo, montando atelier
fotográfico em Vitória. De lá,
transferiu-se para Vila de Itapemirim. O
progresso da região, aquele movimento
crescente de cargas e passageiros,
animou-o a pleitear, junto ao Governo,
concessão a vapor do Rio Itapemirim,
tendo firmado contrato com lei
provincial de 1872. O Capitão Deslandes
fez uma sociedades com Manoel Ferreira
Braga (Braga & Deslandes), adquirido, na
Barra do Itapemirim, o trapiche de Silva
Lima & Braga, cujo primeiro proprietário
fora o Barão de Itapemirim. Somente a 3
de abril do ano seguinte ao compromisso
firmado, era inaugurado o serviço, com
quatro vapores: dois de rodas e dois de
hélices. Pouco depois, foi providenciada
a aquisição de mais dois vapores e uma
barca de passageiros, e encomendado
outro vapor na Inglaterra. Muito embora
o calado das embarcações atendesse o
especificado no contrato, nas grandes
secas a navegação era completamente
interrompida durante meses. A acomodação
dos passageiros era o que deixava muito
a desejar: era apertada na ré, com todo
o desconforto. Tantos tropeços relegaram
o vapor ao desprezo dos passageiros e do
transporte de cargas, permanecendo quase
que sempre só para carregar malas do
correio. Em três de abril do ano
seguinte, Simão Rodrigues Soares, da
Barra do Itapemirim, conseguiu dos
cofres geral e provincial reinaugurar a
navegação com um novo vaporzinho Três de
Abril.
A
EVOLUÇÃO COM A FERROVIA
DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM
A idéia do
projeto com a ferrovia foi apresentada à
Assembléia Provincial pelo historiador,
jornalista e deputado estadual, Basílio
Carvalho Daemon, em 31 de outubro de
1872. Portanto, quatorze anos antes de
bater a primeira estaca. A princípio a
concessão foi dada ao Capitão Henrique
Deslandes e depois transferida ao
Visconde de São Salvador de Matosinhos,
presidente da Companhia de Navegação
Espírito Santo e Caravelas. Um vapor foi
fretado para transportar de Antuérpia
até a Barra do Itapemirim parte do
material da ferrovia. Em 8 de dezembro
de 1886 o engenheiro Pedro Scherer
iniciou a montagem da locomotiva e o
assentamento dos trilhos. A estrada
tinha 71 km de extensão. Partia da Vila
de Cachoeiro até a estação do
entroncamento de Matosinhos, em Duas
Barras, de onde seguia em um ramal para
Castelo e em outro para Alegre. A
ferrovia tinha bitola estreita e três
locomotivas Baldwin, pesando cada uma 27
toneladas. As opções eram, um carro de
primeira classe; dois mistos; dois de
segunda classe; dois de correio e
bagagem; 18 vagões fechados; seis
abertos; um para transporte de animais;
um para explosivos; dois para madeiras e
seis de lastros. Anos mais tarde, a
linha da estrada de ferro Caravelas
passou a ser propriedade do Lóide
Brasileiro. Em 1907 se submeteu ao poder
da Leopoldina, já que estava hipotecada
a uma empresa de Londres. O traçado de
Cachoeiro a Alegre passou a integrar o
chamado sul da Leopoldina, ligando
Cachoeiro a Carangola (Estado de Minas
Gerais). O novo ramal até Minas foi
inaugurado em 24 de novembro de 1913. Já
naquela época, a capital capixaba do
café tinha vínculos mais estreitos com o
Rio de Janeiro, a capital Federal, do
que com Vitória. No final do século
passado, os trilhos do Rio e de Vitória
se aproximaram de Cachoeiro. Com
dificuldades, a estrada de Ferro Sul
concluiu seu primeiro trecho em 1895: o
de Vitória-Viana. Em 1900 estava pronto
o trecho Vitória -Domingos Martins. Em
1910 a ferrovia sulista completava a tão
sonhada ligação entre Vitória e
Cachoeiro. Como tinha passado tanto
tempo, tudo já havia mudado. Desde 1903
já tinham chegado a Cachoeiro os trens
da Leopoldina, com matriz no Rio,
contribuindo, assim, para fortalecer os
laços econômicos entre o Rio de Janeiro
e a nossa cidade.
ASPECTOS ECONÔMICOS
DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM
Até meados
do século XIX, o povoamento deste
território e suas imediações tiveram
pouco desenvolvimento pois, ainda,
iniciava-se a expansão cafeeira
mineiro-fluminense na região. Na
realidade o seu povoamento ocorreu nas
primeiras décadas do século XVIII pela
incansável busca de ouro em Castelo,
situadas no alto curso da bacia do Rio
Itapemirim em afluente o Rio Castelo.
Entretanto, mesmo sendo o ouro a base da
economia naquele momento, foi o café o
grande responsável pelo crescimento
desta região. Com a expansão da
Companhia de Jesus (a ordem que
congregava os Jesuítas), no tempo do
Marquês de Pombal, o surgimento de
povoamento foi de curta duração.
Geograficamente, o acesso a região era
difícil, caracterizada como região
montanhosa, com seus vales em garganta,
bastante inclinados, formando ladeiras
e, ainda, coberta de florestas fechadas.
O que contribuiu para que até o século
XIX ficasse desconhecida e de posse dos
nativos. O combate aos indígenas, se
tornou cada vez mais intenso,
dificultando o estabelecimento dos
mineradores. Cachoeiro de Itapemirim era
entreposto de comercialização dos
produtos agrícolas, tornando-se centro
urbano, com funções mais diversificadas
com o advento da chegada do café. A
exploração desse interior montanhoso
veio das regiões do sul do Rio de
Janeiro e oeste de Minas Gerais, por
serem limites com o sul do Estado do
Espírito Santo. O processo de expansão
agrícola, liderado pelo café, iniciou-se
através dos desmatamentos das florestas
para a formação dos cafezais, seguindo o
curso do Rio Itapemirim, vindos do Rio e
de Minas. O Estado do Espírito Santo é
marcado historicamente por grandes
correntes imigratórias. As primeiras que
se destacam são as formadas por
austríacos e alemães. Especificamente
para o sul do Estado dirigiam-se os
italianos, solidificando não o só o
jeito de viver, mas em especial o estilo
da produção cafeeira em bases
familiares, uma vez que a Abolição da
Escravatura ocorreu no final do século
XIX, o regime passou a ser o de relação
de parceria. O ramal de extensão da Rede
Ferroviária Leopoldina implantado em
1912, servia para o escoamento da
produção cafeeira. A ferrovia era ligada
ao Estado de Minas Gerais e ao Município
de Castelo e o porto Itapemirim era
também utilizado para o escoamento. Com
a decadência do café, a atividade
primária que substituiu foi a pecuária,
sobretudo a leiteira. A criação da
Cooperativa de Laticínio (SELITA),
antecedida pela fundação do Sindicato
Rural dos Lavradores e Criadores, em
1934, foi de fundamental importância
para que a pecuária se torna-se base de
apoio para a economia do Sul do Espírito
Santo. Apesar da predominância da
pecuária apareceu recentemente e nova
cafeicultura com o plantio em curva de
nível, utilizando técnicas mais
avançadas com o apoio de órgãos
federais. Cachoeiro de Itapemirim foi a
décima cidade do país e a primeira do
Estado a adquirir luz elétrica, com uma
usina instalada na Ilha da Luz. Sua
situação geográfica favoreceu também a
implantação de indústrias devido à
facilidade dos meios de transporte, além
das condições naturais propícias.
Inicialmente as primeiras indústrias
aram estatais e com maquinários
importados, onde algumas chegaram a
funcionar e outras foram passadas para
iniciativa privada. Os dados do censo
demostraram que até 1960, o crescimento
desse setor foi lento, porém gradual.
Mas, de 1960 a 1970 o incremento foi bem
maior no que diz respeito ao número de
estabelecimentos que surgiram, número de
pessoal ocupado e o valor das
transformações industriais. A partir da
década de oitenta até os dias de hoje, o
ramo de maior desenvoltura na economia
Municipal é de extração de minerais,
classificando o município de : Capital
do Mármore e Granito. Hoje, o Município
de Cachoeiro de Itapemirim é o núcleo
urbano mais importante do sul do Estado
do Espírito Santo, estando situada na
sua parte central a uma distância de 136
km de Vitória, beneficiado por boas
rodovias permitindo a concentração e a
distribuição de bens e serviços para
municípios vizinhos. Cachoeiro de
Itapemirim polariza econômica e
politicamente um conjunto de 20
municípios, que formam a região macro
sul, onde residem 15,7% da população
capixaba, ocupando 17,7% do território
estadual.
DATAS QUE MARCARAM O SÉCULO XIX
EM
CACHOEIRO DE
ITAPEMIRIM
-
1853 - Criação da 1ª Casa
Comercial
-
1856 - Celebração da 1ª Missa no
Município Criada a Freguesia de
São Pedro do Cachoeiro
Inaugura-se a 1ª Escola Primária
-
1858 - Inaugura-se a Agência de
Correios
-
1864 - Cachoeiro é elevada a
categoria de Vila
-
1866 - Circula o 1º número do
jornal "O Itabira"
-
1867 - Instalação da Câmara
Municipal
-
1876 - Criação da Comarca de
Cachoeiro de Itapemirim
-
1887 - Inaugura-se a iluminação
pública a lampiões de querosene,
pelo sistema belga
-
1889 - A Vila de Cachoeiro é
elevada a categoria de cidade
Instalada a 1ª agência de
Telégrafos
SÉCULO XX
-
1900 - Instalação da Santa Casa
de Misericórdia Fundado o
Caçadores Carnavalescos Clube
Inauguração da Estação da
Leopoldina Railway, com o nome
Muniz Freire
-
1903 - Inauguração do prédio da
Câmara Municipal Inauguração da
Usina da Ilha da Luz Inauguração
do Sistema de Iluminação
Elétrica
-
1907 - Fundação do Centro
Operário e de Proteção Mútua
-
1910 - Inauguração da Ponte de
Ferro com a presença do
Presidente Nilo Peçanha
-
1914 - Posse do 1º Prefeito de
Cachoeiro., Cel. Francisco de
Carvalho Braga
-
1916 - Funda-se o Estrela do
Norte Futebol Clube
-
1931 - Fundação da Sociedade
Musical "26 de julho."
-
1947 - Fundação da Casa do
Estudante
-
1950 - Fundação do Centro de
Saúde
-
1952 - Fundação da Viação
Itapemirim
-
1959 - Instalação da Diocese de
Cachoeiro de Itapemirim
-
1964 - Fundação da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras
"Madre Gertrudes de São José."
-
1965 - Fundação da Faculdade de
Direito · Década de 70 -
Expansão Industrial no
Município. Montagem da TV a Cor
no Município
-
1979 - Fundação da Rádio Tribuna
FM
-
1982 - Fundação da Rádio Cidade
FM
-
1985 - Tombamentos - Igreja
Nosso Senhor dos Passos Escola
Bernardino Monteiro
-
1988 - Montagem da TV Cachoeiro
(Transmissora)
-
1989 - Fundação da Rádio
Diocesana
-
1996 - Implantação do Plano
Diretor Urbano (Lei 4.172//96)
Tombamentos :
- Casa da Memória
- Casa dos Braga
- Mercado Municipal
- Matadouro Municipal
- Chafariz da Pça Jerônimo
Monteiro
- Centro Operário e de Proteção
Mútua
- Sociedade Musical "Lira de
Ouro"
- Ponte Francisco Alves Athayde
-
2000
- Instalação do novo prédio da
APAE
- Inauguração do Teatro "Rubem
Braga"
- Implantação da Linha Vermelha
e da Rodovia do Contorno
- Instalação do Instituto do
Coração
- Inauguração do Centro de
Ciências e Artes "Bernardino
Monteiro"
Além de todos esses avanços, destaca-se
a evolução cultural do município, que
levou para o cenário nacional grandes
nomes para a música, literatura, teatro
e o cinema.
Nos últimos anos, Cachoeiro de
Itapemirim acelerou o seu processo de
modernização ao tornar-se o pólo de
desenvolvimento econômico para o sul do
Estado do Espírito Santo, sendo o
responsável pelo abastecimento de 80% do
mercado brasileiro de mármore.
Quanto a agricultura, vale lembrar que
esta cultura é de subsistência, onde as
produções são pequenas e para consumo
local, destacando-se apenas o cultivo do
café conilon.
A década de 90 ficou marcada
economicamente pela indústria de
extração, beneficiamento do mármore e
granito, acrescentando-se as rochas
ornamentais. Este segmento da economia
tem sido o maior responsável pela
geração de empregos para a população.
Estima-se um total de 27.900 empregos
diretos nesta região . Ciclos da
economia que fizeram a história do
Município :
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